sexta-feira, 10 de junho de 2011

Carta à Diretoria do SINASEMPU

Olá caros leitores.

Na PR/PB alguns servidores têm questionado a vinculação do nosso plano ao plano do judiciário. A servidora Carolina Gomes veiculou email para a lista da PR/PB após conversar com as servidores Teresa Pereira e Hayssa Jardim. O objetivo é redigir um documento para questionar a diretoria do SINASEMPU sobre seu posicionamento. Com a autorização transcrevo email da Carolina e, logo abaixo, a prévia do documento.

"Pessoal, ontem na reunião as colegas Teresa e Hayssa se prontificaram a redigir um documento dirigido ao PGR, que seria a ele encaminhado por nosso Procurador-Chefe. Contudo, encontraram dificuldades ao redigi-lo, tendo em vista as muitas dúvidas que surgiram quanto ao posicionamento do SINASEMPU em relação ao nosso plano de cargos.

A questão que se impõe é a seguinte: o sindicato nos informou que o Secretário-Geral prometeu marcar uma reunião com o PGR para a semana que vem, oportunidade em que solicitaria o encaminhamento de um substitutivo ao Congresso, provavelmente defendendo o subsídio, uma vez que já abraçou essa causa.

Ocorre que o Judiciário, ao que parece, ainda não se decidiu a respeito do modelo remuneratório, o que pode levar ainda algum tempo. De acordo com as notícias que temos, há uma forte tendência de adesão ao PCS da forma como sugerida pelo Deputado Policarpo. Assim, considerando que o PGR defende claramente o atrelamento dos dois planos, temos um impasse. De que adianta o SINASEMPU lutar por um substitutivo, implantando o subsídio, se não há acordo com o Judiciário? O PGR estará disposto a seguir com o nosso plano sozinho? Se não, o que o sindicato pretende fazer? Qual será a pauta dessa reunião? Já existe uma minuta desse substitutivo? Ter conhecimento de seu conteúdo é de suma importância para sabermos exatamente o que queremos.

Acho que é do interesse de todos saber se o sindicato que nos representa pensa como nós pensamos.
Diante de tantas dúvidas, achamos melhor redigir um documento dirigido ao nosso sindicato, solicitando respostas a todas essas perguntas. A ideia é que todos do MPF e do MPT o assinem, caso com ele concordem.

Estamos abertas a críticas e sugestões e gostaríamos de saber quem estaria disposto a assiná-lo.

Carolina Gomes"




11 comentários:

  1. O questionamento dirigido ao SINASEMPU é muito pertinente nesse momento e devemos acompanhar as conversações de perto, a fim de que garantir que haverá uma proposta salarial a ser encaminhada ao Legislativo, antes do prazo final (agosto).
    Saudações
    Cláudio Pontedura
    MPF-Londrina/PR

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  2. Eu acredito que devia ser incluída na pauta da nossa greve a desvinculação do nosso plano ao plano do judiciário. Nosso impacto na folha de pagamento não chega a 10% do impacto do judiciário.

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  3. Cláudio Pontedura / MPF-Londrina/PR10 de junho de 2011 15:37

    Exatamente, colega Jalmaratan. Aí saberemos, de fato, se o PGR está conosco, como disse o senhor SG.

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  4. São 7 bilhões de impacto para o judiciário e 600 milhões para o MPU. Se desvincularmos o nosso plano passa rapidinho

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  5. Jalmaratan, sua opinião é a mesma do pessoal do RJ que compareceu ao auditório (assembléia) depois da paralisação dia 08. Entendo que precisamos andar com as nossas próprias pernas.

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  6. Parece que o pessoal parou para pensar um pouco. Graças a Deus. Eu estava me sentindo totalmente por fora. Parecia que ninguém enxergava isso. Não há sentido fazermos greve sem sabermos o quê, exatamente, queremos. Temos que ser objetivos e a única saída para que tenhamos aumento é a desvinculação do nosso Plano ao do Judiciário. O real motivo dessa carta ao Sinasempu é deixar tudo às claras. Para mim, assim como para alguns colegas, o Sindicato é uma caixa de pandora.
    Não sei se eles estão nessa mesma sintonia (desvinculação do nosso plano). Se estiverem ÓTIMO, mas deixem isso claro.
    Pelos menos aqui na PB começamos a greve para que o PGR recebesse os sindicalistas, mas para fazer o que ninguém sabia.
    Tomara mesmo que o Sinasempu esteja levantando essa nossa bandeira (desvinculação do Judiciário).
    Só assim conseguiremos um aumento. Esperar pelo Judiciário pode nos custar mais 2 anos, pois eles ainda estão na velha discussão PCS ou Subsídio.
    Apesar de muitos colegas não concordarem comigo na assembleia que ocorreu ontem na PR-PB, parece que hoje amadureceram a ideia e viram que seria o mais lógico.
    "Obrigar o PGR a 'dobrar' Peluso" é algo utópico. Passei toda a manhã rindo imaginando a cena do PGR obrigando Peluso a se movimentar...
    Enfim, espero que o pessoal pare para pensar um pouco e reveja esses posicionamentos radicais. Quando eu questionei o que queríamos com essa greve e por qual motivo não desatrelamos o nosso Plano do Judiciário muita gente ficou me olhando torto como se eu fosse a "ovelha negra". Apenas tive a coragem de expor meu ponto de vista que, agora, parece ser também o desejo de alguns e quem sabe da maioria.

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  7. E-mail do Secretário Geral a respeito da greve

    http://pcsmpupr.blogspot.com/2011/06/e-mail-do-secretario-geral-respeito-da.html?showComment=1307743829214#c3854714932845307122

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  8. Na minha opinião o PROCURADOR GERAL DEVE NEGOCIAR COM O EXECUTIVO. Essa deve ser nossa exigência/solitação. Por experiência própria conheço a lógica parlamentar. Pode ser no Acre, pode ser no Rio de Janeiro, Maranhão, São Paulo, na Câmara Federal, apesar das diferenças regionais e das diferentes composições políticas das legislaturas, há traços em comum, além da corrupção, do clientelismo e da falta de compromisso com a sociedade. E um deles é a subserviência das maiorias parlamentares ao Executivo. Nosso PCS/Subsídio só será aprovado se o governo federal mandar (isso mesmo. Mandar, ordenar...) os deputados aprovarem (Esqueçam esse papo de independência entre os poderes da república. No Brasil isso só funciona quando os deputados da base governista querem chantagear o governo por cargos e outras vantagens. No mais, eles são bem obedientes)

    Sérgio SP

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  9. Eu peço a licença para ir um pouco mais além, e dizer que muitas dessas perguntas não é o sindicato quem deve responder, mas sim a categoria. Nós servidores devemos ser consultados, assim como já foi feito com relação ao modelo remuneratório.

    Essa simples aceitação de ficarmos sempre atrelados ao PCS do Judiciário não é algo que o sindicado deva decicir. Creio que a categoria deva ser consultada para saber se querem permanecer ligados ao PCS do Judiciário ou se decidem pelo corte do cordão umbilical de uma vez por todas. O impacto do PCS que tramita na camara - da forma como foi redigida originalmente, sem considerar emendas - é estimado em 600 milhões para o MPU e mais de 6 bilhões para o Judiciário.
    Há alguma vantagem nessa atrelação?

    Acredito que é o momento de aproveitar a atual gestão do SINASEMPU, que parece estar aberta a ouvir a categoria (vide consulta ao modelo remuneratório), e fazer com que ela leve nossas reivindicações aos ouvidos do PGR. E enfatizo que leve as nossas reivindicações e não as reivindicações do sindicato.

    Não creio que seja correto, e nem nunca foi, deixar o sindicato decidir por nós. Acho que o momento é extremamente oportuno para darmos uma grande virada.

    Se a decisão da categoria for uma e a do PGR for outra, ai temos mais um grande motivo para "grevar" e mostrar nossa indignação.

    A decisão está em nossas mãos.

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  10. Gente, durante a Greve na PGR, estive em uma reunião na ANPR com o presidente e vice-presidente da associação. Eles foram bem claros. Eles não possuem interesse na desvinculação. ELES. Isso não é uma opção.

    Se o nosso plano for na frente, o Judiciário pode copiar e fazer o mesmo. A pressão em cima do PGR, na realidade é para ele tomar providência e fazer algo junto com o Pelusso.

    Não tenham dúvidas. Não haverá separação. Se forçarmos neste ponto, perderemos o apoio dos Membros que estão do nosso lado.

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  11. Pessoal, todo esse trabalho que estamos realizando aqui na PGR é para sermos recebido pelo Procurador Geral e ter dele a movimentação necessária para que o nosso projeto possa ser aprovado.

    O Dr. Gurgel não fez absolutamente nada nesse ano para que o PCS caminhasse. Diz que o "momento político" não é adequado.

    Outra questão são as emendas propostas pelo Policarpo para garantir orçamento para os planos na LOA e na LDO. Os deputados da CFT não assinaram as emendas proposta pelo Policarpo, sendo que dessa forma ele fará a proposição sozinho. Vai ser mais difícil passar as emendas desse jeito.

    A nossa luta agora, como já dito, é forçar o PGR a negociar com o Executivo a implementação do nosso PCS. A forma de remuneração, dentre outros itens pertinentes, virão a partir dessa negociação. É o Executivo que vai sugerir uma forma de implantação do plano, cabe à categoria decidir se concorda ou não.

    Temos que nos focar para que o PGR vá negociar o plano e não discutir sobre como vai ser essa negociação. Essa discussão está dividindo a categoria e atrasando o processo.

    Vamos à luta, com todos os Estados participando da greve, para que o PGR negocie efetivamente o nosso PCS.

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